28 maio 2008

Praia deserta




Algures na praia deserta
Te sinto e absorvo no orvalho da manhã
Que nasce…



O dia desponta
E a tarde se faz tarde



Até que a noite vem cansada de esperar…




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27 maio 2008

Câmara escura



Lentamente…
A imagem vai surgindo
Na chapa branca
Impávida, segura e ténue
Vai surgindo diante de mim
Admiro-te…
Na fotografia!

Mas…
Olhando a eternidade
Em escassos segundos
Tudo escurece…
Imagem desfocada
Espera inútil!
Lentamente
Desaparece…
A imagem branca, insegura.

Escapas-me e
Tudo esmorece
E desaparece…
Tudo escurece!

Foto queimada
Tempo perdido
Aqui…
Na câmara escura!

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Deixa-me permanecer…



Deixa-me permanecer aí
E percorrer-te de mão abertas e disponíveis.
Deixa que solte palavras mudas de meus dedos ansiosos
E em gritos surdos me agite
Na aurora do sonho em que me embalo.


Envolvido em tua leve respiração
Eu respire de ti
Na fusão desse ser que me atrai e confunde…


(Na berma da estrada
aguardo que um anjo me conduza à essência do meu ser)

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23 maio 2008

Lembra as noites de verão




Lembra as noites de verão em que nos conhecemos…


Foi numa dessas
A primeira
Em que nos encontrámos
E abraçados nos demos
Vestidos nos entregámos às estrelas e aos deuses.


Hoje aquela estrela não brilha.
Já esqueceste as tardes quentes de verão?
As noites húmidas em que acordados permanecíamos?


Já lá vem Setembro
E com ele a tristeza dos dias pequenos
Eles me falam de ti.


O vento
O sussurro das ondas
Que a noite se nos abre.
(Fiquemos para a madrugada…)


É à noite que o nosso sussurro mais íntimo se faz ouvir
É na frescura molhada da madrugada que nos acoita
É a noite escura das carícias
É a lua que nos impele…



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