20 maio 2008

Do mar, em noite de chuva… com dedicatória!



Adivinho-te na pouca ou muita distância
Sem saber o lugar…

Para além das montanhas
Em que te refazes e sobrevives
De esperas e quimeras
O oceano é uma miragem.

Adivinho-te na ténue silhueta
O rosto semi-oculto
Na distância que nos separa.

Tua voz quase imperceptível
Deste marulhar das águas
Tranquilos, chegam-me teus sussurros salpicados.

Através do clarão do farol
Olho-te entre neblinas
Mas não te vejo…

Aqui, onde o mar tem a cor do teu intenso desejo
Quieto e mudo
Sinto apenas que por perto permaneces…

(Deste mar
A cor com que te vestes… fica-te bem!)



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Entre vagas...


Entre as vagas e as dunas
A praia
Recoberta de nostálgico
Horizonte rubro de sol
Pálido de tanta noite.

Na areia
Os resíduos
De amor consumado.
Eufórico e maldito.

Além das dunas
Aquém das vagas
Apenas os resíduos…

Tudo o mais é sol poente
Crepúsculo de morcegos
Noite de maus pensamentos.


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19 maio 2008

Oceanos

Ontem andei de barco
Num mar imenso
De púrpura agitado
E comigo a solidão
O sonho queimado
Fugidio
Desesperado…

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Espera / Três minutos



Espera
Longa espera
Um dia de mãos vazias
Neste silêncio duro.

Dói-me o silêncio
A alma se esvai
Em púrpuras golfadas de vida
Silêncio impertinente
Indesejado
Mal-amado.

Momento fugaz
Sonho esbatido
Flor que murcha
De tanto amor dar.

(E logo voou, desacorrentada,
De um longo caminhar.)

















Três minutos depois…

Espera Breve Espera Áspera
Que breve ainda




Hoje me deitei só…



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