16 abril 2012

Palavras




Palavras [JMB©2012]



Poesia da
palavra não dita
da palavra maldita
em que se pendura
suspensa


— palavra sem nexo
nem sexo, sem passado
nem futuro —,


apenas sussurrada a um canto
da alma
que o corpo aguarda
de mãos
desfeitas.


Nos dedos as ânsias
de se abrir em cópula,
que essa palavra te penetre
como uma dança de letras que encantam
e produzam um pequeno poema que ainda não...


Não e não é o corpo que quero para ti!
Não e não as tuas mãos fechadas
que espero para mim.

Tudo o que dizes e não dizes
nas tuas palavras
absurdas que nunca...
nesta manhã feita poesia
de mar


de olhos aflitos
o dirás.
Não e não digas nada!
Cala essa palavra,
apenas sussurra


através do movimento
do teu ventre
e aperta-me assim a alma...




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1 comentário:

Anónimo disse...

Me encantó este poema ..... se lee triste pero pasional!!!
Carmen Muñoz