20 junho 2011

Sessão de Apresentação do livro Doçuras e Amarguras de Luísa Vaz Tavares




Sessão de Apresentação







Doçuras e Amarguras #005A apresentação do Livro decorreu no dia 18 de Junho de 2011 na Sala de Conferências do Hospital de Portalegre.   

A Mesa de Honra foi constituída pela Autora, Dr. Fernando Pádua, director da UCI do Hospital de Portalegre, Dr. Óscar Vieira, director da Fundação Portugal Telecom, Dra. Susana Teixeira, actriz, encenadora e directora da companhia de teatro de Portalegre O Semeador.

Participação na leitura e coreografia de alguns poemas por Fátima Reis e o grupo de teatro amador de Portalegre Umapitadadenós.
Ana Paula leu um texto escrito pela Luísa para esta celebração. 




Doçuras e Amarguras #043 Falar sobre a Autora que ora se apresenta, parecendo tarefa difícil, não é nada fácil. É, afinal, ela que se auto-define num trabalho singelo e simples, directo e profusamente ilustrado com as cores da sua alma falando dos seus sentimentos mais genuínos e profundos, mostrando-nos que esses e só esses de bondade e dedicação, de luta e resistência mas também de desânimo às vezes e de esperança valem a pena ser vividos. A esperança na aceitação de um tal destino em que, minuto a minuto, a Luísa tão bem aprendeu a ultrapassar.

Incómodo falar de alguém cuja vida lhe pregou uma enorme partida no auge da sua juventude quando, aos 29 anos, lhe foi diagnosticada a doença. Desespero e frustração, talvez que a vida nem merecesse mais ser vivida… Esta mulher foi, progressivamente e de forma inabalável, reconstruindo-se na aceitação da dor, na ultrapassagem dos seus próprios limites que nem o facto de ser atirada para uma cadeira lhe diminuiu a vontade de lutar pela Vida nem a esperança. Nem o doce encanto.

Difícil falar desta criatura única que hoje venero pela sua luta e inexcedível coragem. Lutadora resiliente, possuidora de um nobre carácter em que a bondade está acima de todas as coisas. E coisas assim não são fáceis de enumerar sendo que só algumas almas, quiçá predestinadas, o saibam viver. Generosa, sempre pronta a colaborar em tarefas de âmbito social – dando corpo, afinal, à sua formação académica – no seio do ambiente hospitalar em que se insere.

É através da sua insaciável curiosidade e apurado sentido crítico que se relaciona com o mundo nos contactos pessoais com os incontáveis amigos, através da internet, redes sociais relacionando-se com facilidade, aceitando os outros e cada um deles com extrema cordialidade, simpatia e enlevo. Leitora apaixonada, co-autora e autora de vários blogues, é através da escrita que a Luísa se define e se mostra ao mundo dizendo não com veemência ao alheamento e ostracismo. A sua escrita inscreve-se com ardor, sacudindo mazelas, afastando medos, construindo sonhos, recuperando o viver num abraço teimoso à vida. Reinventando-se numa postura activa, num permanente escape fazendo-nos esquecer, afinal, que a Luísa não é como nós…

É, e é melhor! Na sua inteligência, sabedoria e bondade e no exemplo que, amiúde, nos alavanca nas pequenas e fúteis preocupações quotidianas fazendo-nos sentir fastidiosos e pobres de espírito. Agora, o seu primeiro de muitos livros porque eu sei que a Luísa não se esgota neste que se segue…


(Excerto do Prefácio de Doçuras e Amarguras)
 



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A Caixa de Beijos
 

Numa encomenda
Que vinha sem remetente
Recebi o mais estranho presente
Era uma caixa dourada
Que dentro não tinha nada
Mas não é que quando a abri
Sem perceber sorri?
No meu rosto, e com jeito gostoso,
Senti, um beijo carinhoso
Mesmo, mesmo ao lado
Vinha o beijo envergonhado
Senti-o pousar devagarinho
Cheio de ternura e carinho
Depois, muito mais colorido
Soltou-se o beijo atrevido
Eram beijos e mais beijos
Naquela caixa dourada
Assim, sem que eu desse por nada
Foram saindo de mansinho
Docinhos e aos molhinhos
 
Luísa Vaz Tavares




(Gravação & Edição de JMB)



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3 comentários:

Anónimo disse...

Uma Alma maravilhosa! A personificação da luta, da bondade, sensibilidade, dedicação, resistencia, coragem e esperança. Um exemplo, sempre cheio de Doçura, a nossa Luisa!
Lindo trabalho, Zé! :))
Fátima

Liz disse...

Não sei se mereço tudo isto, é uma emoção que não tem fim, um "bate-bate" coração que me faz continuar a viver... e a amar a vida!
Obrigada, Zé!

Dina Rodrigues disse...

Da Liz, apenas vou dizer que na minha bagagem, dentro da capa de um livro, trouxe uma grande lição de vida e de coragem, de uma grande mulher, que nunca vou esquece. Gostei do teu prefácio, Zé. Lindas fotos!
Dina Rodrigues