23 fevereiro 2011

Gargantas do Dadès




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Marrocos20101017#0340 [JMB]Subir através das Gargantas do Todra até aos mil e oitocentos metros onde se pendura a aldeia de Tamtattouchte, depois de uma curta pausa no alpendre do primeiro andar daquele café - como quem esfrega os olhos refazendo a acuidade visual dilacerada pela extrema beleza agreste e monumental da paisagem absorvida e degustada com alma - e regressar pela mesma estrada até Tinerhir foi a opção tomada por termos informações, durante o jantar de véspera, que a pista Tamtattouchte-Msemrir ligando em círculo as Gargantas do Todra e do Dadès estaria ainda impraticável pela intensidade de chuvas anteriores tendo provocando derrocadas e tornando as linhas de água inultrapassáveis. Esta teria sido a opção óbvia e mais divertida, aventureira e, seguramente, a mais interessante sob o ponto de vista paisagístico.

Rodando tranquilamente até Boumalne do Dadès no asfalto - quase liquefeito no pico do Verão -, atravessando poucas povoações, estas no meio do nada suavemente emparedadas por montes distantes que amparam, acomodando o olhar, eis que não poderíamos deixar de visitar o Hotel Xaluca/Dadès em Boumalne para ficarmos novamente fascinados com o refinado bom gosto, a atenção dada aos mais pequenos pormenores, a sensualidade e o charme - aqui evocando a África Negra - dos Xaluca e, pouco faltando para alterando planos ficarmos mesmo por ali, contivemo-nos com um almoço na esplanada devorando a panorâmica do Vale do Dadès, magnífico de lembrar o do Todra e a sua Tinerhir de há momentos para depois partir, olhando para trás por cima do ombro.

Subindo com todo o vagar do mundo numa morna languidez através da R704 até às estreitas e espectaculares Gargantas do Dadès na cota dos 1750 m e - coisa estranha e repetitiva que não maçadora, de maneira nenhuma - um esgar e uma vertigem! Um deixar escorrer os olhos por esta vertente esticada na vertical aprumada quase de mergulho no rio sinuoso, estreito e leitoso lá no fundo do penhasco onde adolescentes-formigas aprisionando os últimos raios de sol  se… deleitam!

Marrocos20101017#0302 [JMB]O resto do percurso até Ouarzazate atravessa o Vale das Rosas, vertendo para aquela que é conhecida como a Rota dos Mil Kasbah. Viagem de entardecer e deslumbrar pelos tons quentes, excitando ainda mais fortemente os sentidos.
Chegada ao Hotel já noite escura, apenas uma pausa para relaxar nas esplanadas do seu jardim, antes do jantar.

Ouarzazate não tem interesse especial embora simpática, de média estatura, mas importante placa giratória para quem se dirige para o deserto ou de lá regressado se refaz. Privilegiado ponto geográfico estratégico por se situar no eixo das mais importantes rotas do Reino.

De Ouarzazate parte-se ou chega-se a todo o lado, autêntica Rosa dos Ventos: as Pistas do Sul através de Zagora e Vale do Drâa; o leste de Merzouga e Erg Chebbi; para noroeste acede-se a Marrakech; caminho para a Costa de Agadir, a oeste; para nordeste, Errachidia e Midelt; para norte as pistas do Médio e Alto Atlas.

Para a digestão escolhemos um trajecto pedestre de cerca de quatro quilómetros até ao centro desértico da cidade com regresso em petit taxi. Desta, as nossas amigas da noite estiveram com azar… Não fomos lá beber um copo ou mais, habitualmente mais, socializar em meia-de-conversa, apreciar e ouvir o grupo de música tradicional das montanhas e dançar, dançar sem quase tocar e sempre muito conscientes da gritaria do costume de mulheres suadas, dançarinas e provocantes, a darem o litro para nos entusiasmarem…

Não desanimem que voltaremos…!
 


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