26 novembro 2009

Verdes de espera…





Verdes de espera [JMB]




Revejo à partida de todas as                     manhãs
teus olhos castanhos ou                     verdes
de mar                     ou terra
navegado ou                     percorrida
Teus olhos verdes de                     espera
tão verdes                     que nem sei
como dois lagos                     ou fontes
ou oceanos                     dois
navegantes nus                     os meus
da fronte pesada e líquida                     suspensos
se abrem de incógnitos marinheiros                     ciosos
que te penetram                     derivando
navegando                     nas ondas
de espuma                     do teu sorriso


Olhos nus
- como deuses -
verdes
Teus olhos verdes
como dois oceanos pendentes da fonte
não tive tempo de os perder
(Entraste em mim
ébria de desejo e ternura)


Húmidos de sorriso e noite
foram meu cárcere primeiro
Não esperaste o sim
da serena inquietude
na longa noite em que ambos nus
deitámos à beira da paixão feita


mãos
e beijos
muitos





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21 novembro 2009

Beijo… o tal, tal e qual aquele…!




O Beijo... o tal, tal e qual aquele...!  [JMB]




Não me deixo adormecer sem antes te dizer
do  indizível encantamento sulcado  pela deusa!
Como te consigo sentir assim tão próxima
Tão dentro tão forte tão em mim…?


Estado de graça como se tuas mãos poisassem
indeléveis em minha face estriada pelo tempo e gasta
teus beijos prolongassem percursos do meu corpo solenes.
Da água dos teus olhos amor faíscas chapinhadas e


estou a ver-te…  e a sentir-te
tão profundamente como se te abraçando
te beijasse nos cabelos e te segredasse
o que adivinhado tu já sabes


o que não te escondo...
Adicionando à profunda admiração
a inusitada e partilhada paixão.
Completamente inesperada


com que deliciosamente me atordoas e
de inverosimilhança me aprisionas decidida.
Quero sonhar contigo meu amor quero e
dentro desse sonho o beijo da noite densa


do corpo e da alma em que os desejos crescem
alheados de fúteis as considerações
em  pensamentos ressequidos
da insensata reprovação


num preconceito que não nosso.
Para longe as vozes que monocórdicas
jamais atinarão em acertar amarras
nos corações de almas comungadas.


Quero amar-te nesta noite como se fosse a primeira
ou a última ou a do meio sem nunca ter sido
enchendo-te do meu corpo na saliva dos dias
da imensa ternura e coroar-te do meu ensejo...


Sentirás na voz trémula pássaros esvoaçando
saídos da minha boca talvez
em beijos metamorfoseados
ou em segredos por dizer...


Assim é... assim será!
Paixão imensa... numa noite tranquila
de um intenso beijo apetecido
tão sensual quanto tu o desejas...


Eternamente teu!



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