02 setembro 2009

Ser Nómada I



Ser nómada #0000a





Ser nómada #0001(FeiraMedievalSMFeira#005)Ser nómada #0002(FeiraMedievalSMFeira#014)

Ser nómada #0006(FeiraMedievalSMFeira#035)Ser nómada #0005(FeiraMedievalSMFeira#026)

Ser nómada #0023Ser nómada #0016


Da brandura de Lagos à eterna Caminha
da ria do Alvor - provando o pão
que não foi o diabo que amassou -
à foz do Minho surpreendendo a Ilha
dos Amores em memoráveis cumplicidades
percorri-te inteiro de lés-a-lés rasgando-te e
no entanto deixando-te intacto
numa viagem de sonho sol e sal
o corpo.


Ser nómada #0021Ser nómada #0018


No teu dorso de abruptas falésias
plano de desejos húmidos
esvaí-me de mim
despojado e inerte
convulsivo de ânsias perenes
num verão teimosamente em meu peito.


Ser nómada #0020Ser nómada #0017

Ser nómada #0030Ser nómada #0033

Ser nómada #0045Ser nómada #0047


Crestado no calor sem moléstia e
mais uma vez e outra te penetro
no segredo da Mata do Urso
junto ao lago de tranquilas esperas
num adormecer entorpecido apertando-te
de eloquente abraço
indecente de maliciosos propósitos…


Ser nómada #0019Ser nómada #0046


Corre-me nas veias a seiva e
o sangue no intumescido sexo
porque me apeteces agora
na Praia da Memória…


Ser nómada #0124Ser nómada #0108

Ser nómada #0109Ser nómada #0115

Ser nómada #0101Ser nómada #0087


Sempre foi assim e assim será
até que as andorinhas marquem sua partida
nesta continuidade subjacente do ser.
Na longitude do teu corpo
no desnorte do meu desejo
marco cotas nas latitudes mais inverosímeis
para lá da pontualidade geodésica.


Ser nómada #0163Ser nómada #0159


Nas costas da Nazaré apenas o beijo apetece
no vislumbre do desejo das mãos.
Para nos imediatos momentos te querer
possuir mais uma vez
a que tu desmedida
me obrigas ao fôlego.


Ser nómada #0158Ser nómada #0161

Ser nómada #0150Ser nómada #0007

Ser nómada #0155Ser nómada #0166


Vi-te chegar vi-te partir desse cais da Figueira
em que me ancoro mas
mesmo que desaparecida nas brumas
na espuma das águas e dos dias
sei que te posso encontrar na manhã clara lá no Sítio.
No canto dos pássaros. No recanto das essências.
No debicar dos melros. Na imponência das cegonhas.
Ao sabor das marés
envolta no aroma de frutos silvestres
tu voltas!


Ser nómada #0114Ser nómada #0136


E permaneces assim
sempre pronta para as minhas descobertas…
Venho aventureiro de cavalo-alado - qual mítico
e solitário Pegasus - escrever-te
um poema e
amar-te assim…!




Feira Medieval SMFeira #000 [JMB]





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