02 abril 2009

Tarde de Domingo




Tarde de Domingo





Entras em minha casa
Te deitas na minha cama de lençóis levemente azuis
E horizontes dispersos
Despindo nua o manto que te encobre.



Abres teu corpo interminável de desejo
Percorrendo-me às escuras o corpo.
Minha boca procurada de esperas aberta
Tacteando-me amaciando o emaranhado dos cabelos
Como que decifrando meus pensamentos
Soltando nas palavras o afecto anunciado.



Beijas-me ardente a boca
E mordo-te a língua.
Em gestos de procura
Encontro esse teu corpo luzidio
Nu e quente
... despidos um para o outro.



Uma tarde de domingo
Na minha cama de lençóis levemente azuis
Troçando da multidão lá fora acotovelada
No que sempre desejámos e sonhámos.
Loucura a tua mordendo
Mudez a minha suspirando…



Sucumbimos inertes nesta tarde de domingo
E debaixo dos lençóis
Levemente azuis da minha cama
Nos reencontrámos…




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