15 abril 2009

Não há outro caminho!




Não há outro caminho! #02




É nos braços da noite, lânguidos e molhada
Em que o tempo se desfaz
E refaz de compassos desiguais
Recompondo o dia perdido na obscuridade da substância.



É o ser que se acomete e se interpela pela noite adentro
Como um búzio encerrado, ensimesmado
Qual medo do espaço envolvente sentido.



Vento soprando tempestade, lento e demolidora…
Porque continuam herméticos nossos seres tão frágeis
- Que espécie de devir poderemos alcançar?



Do branco descortinado da janela
Olho pendente teu corpo içado
Submerso na sombra do candeeiro…
- Porque não nos abrimos nus em desejos?



Despe-te de significados com que te atordoas
Retira os véus, definitiva
Que te encobrem
Abre-te ao encontro do ser que procuras
Naquilo que lhe negas:
- Ser!



Sejamos um e outro
Um para o outro
Sem nos pertencermos
Entreguemo-nos à alma, de corpo e noite
De mar intenso
Espaço aberto, eternizado
De azul imenso.



Porque esperas desde que te procuro?
… não há outro caminho!





Não há outro caminho! #01




Page copy protected against web site content infringement by Copyscape

Sem comentários: