17 abril 2009

Intimidade… ou a sensualidade ternamente temporal




Intimidade...




Na intimidade da tua boca
E da língua oblíqua
Transformadas em beijos belicosos
Do cheiro quente dos seios
De te beijar nos pés
E nas nádegas
As ânsias e os sonhos
Das ancas
Do sabor brilhante do teu sexo
Escorrendo-me na garganta muda
No cinzento dos teus olhos longínquos
Do teu sorriso esférico e no teu gemido
Feitos nu e surdo
No lugar inóspito da erosão
Em que me apertas contra ti
Sem te penetrar querendo
No roçar do teu exasperado montículo
Encaracolado de inaudíveis preces…


Ah… tanta saudade de te ter tido sem te ter ainda…



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