03 março 2009

Poesia

Poesia

Quem és tu

Para compreender a minha poesia?

Poesia não é a palavra que escrevo

antes o silêncio escondido por baixo dela.

Tu não o vês - apenas a olhas –

e não o podes apreender com exactidão.

Poesia e o-que-faço-aqui são a mesma coisa!

Talvez tudo não passe de um longínquo castelo de palavras

Perdido na imensidão do oceano

cujo significado nem eu sei

… às vezes!

Discurso subconsciente e automático

ora melancólico, ora convulsivo – e disperso

Compulsivamente interior – e ancestral

… ou nada disto!

Poesia … talvez o branco dos meus olhos

onde cabe o mundo todo

ou as tuas mãos vazias de mim.

Ainda as noites sofridas de te sonhar

também o corpo dorido por não te ter.

Ou apenas o aguardado despontar

do azul da noite escura em fim de tarde

ou apenas o intervalo da novela das nove

… às tantas!

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1 comentário:

Arabica disse...

Há tanta forma de se compreender a poesia...talvez na sede de imensidão, na fome de deserto, na procura de um zénite que só a nós mesmos, pertence.