18 março 2009

Nas tuas mãos abertas

 

 

 

Nas tuas mãos abertas #01

 

 

Nasceste do fundo das  tristes tardes

frias de um mentiroso verão

como um raio quente de luz inundando,

o gelo quebrando,

o  meu corpo.

Tudo se esvaiu e fluiu,

fluiu e floriu.

 

 

Amei-te, então, nos gestos,

nas conversas longas em fim de tarde.

Em tuas mãos abertas

me seguravas os desejos,

nelas depositando tímidos  sorrisos.

(E gaivotas vinham brincar em meus dedos…)

 

 

 

Nas tuas mãos abertas #02

Hoje o Amor nasce da vontade que em mim sobreviveu

náufraga,

da magia das palavras não ditas,

da aventura dos gestos por sentir,

da alegria de pés descalços no caminho,

do sorriso ténue.

 

 

Da ainda verde persistente doação.

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1 comentário:

Cris disse...

Excelente fotografia (Cris, Visões)