26 fevereiro 2009

A Vida é um rio de insondáveis meandros…

A Vida é um rio de insondáveis meandros #001 

Depois desta conversa em hora-e-meia mantida

Perdidos em ruas da cidade-à-noite

Debruçamo-nos num mira-Douro nocturno

Envoltos por pequeninas luzes dispersas.

 A Vida é um rio de insondáveis meandros #002

Entre nós e o marítimo horizonte longínquo

Trémulos de uma vaga brisa fluvial

Um rio correndo devagar

- dizem que é D’Ouro.

Talvez a vida fluindo em farrapos diante de nossos olhos

E nós, aqui

Sem que-fazer

Acomodados

Na margem sobranceiros hibernamos perdidos

- até que a Primavera chegue?

 

A Vida é um rio de insondáveis meandros #003

(No leito do rio repousam naufragados

barcos de papel e de sonho)

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