10 abril 2008

Os Estados do Desassossego IV

IV


Pressinto tão-só a névoa de tua ausência


O olhar terno e mudo
Que por entre esquinas trocamos
E se esvanece


Enlouquecido


Na penumbra de uma tarde imensa
Imaginamos às tantas
Debruçados um sobre o outro
Sem que nada aconteça
Neste porvir sem história


Apenas imaginamos nossos dedos entrelaçados


Esquivos
Esperando o amanhecer
Procurando incessantes segredos do outro


Dói já a tua ausência
E tua presença magoa
Aquela mágoa que tantas vezes
Sem darmos conta
Sentimos

De nada podermos fazer
Ou dizer


Apenas o olhar terno
Esmorecido e inquieto
O teu
E mudo
Que por entre esquinas trocamos



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