15 julho 2008

Canto mágico



Da tarde cinco horas em que a espera se faz breve neste canto e tardia
de uma porção deste mar de onde
oiço um zumbido constante feito comboio
mas são barcos que entram naquela enseada feita porto de abrigo.

Aqui me detenho enquanto que o voo de gaivotas me trazem de longe
o cheiro das tâmaras
o vislumbre desse longínquo planalto onde habitando
te entregas não sem a hesitação dos iniciados ao labor do vento feito ternura.

Sinto-a leve
a respiração ofegante saída da garganta com os pássaros
numa tranquila ansiedade prevejo-te muito de mansinho e
ao de leve roças de desejo o meu já refeito
da impossibilidade de te não poder ter.

Daqui onde os barcos aportam
o sonho torna-se mais leve de insuspeita vontade de te amar longe
daqui deste abrigo feito porto de misteriosos desembarques
onde há um nome que sem ser o da rosa
nem do pássaro que me sobrevoando
me trespassa de arabescas pronúncias…

Daqui há um nome feito nó na garganta muda
De onde te revendo quero-te
nesta tarde da intensa espera…



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