20 maio 2008

Do mar, em noite de chuva… com dedicatória!



Adivinho-te na pouca ou muita distância
Sem saber o lugar…

Para além das montanhas
Em que te refazes e sobrevives
De esperas e quimeras
O oceano é uma miragem.

Adivinho-te na ténue silhueta
O rosto semi-oculto
Na distância que nos separa.

Tua voz quase imperceptível
Deste marulhar das águas
Tranquilos, chegam-me teus sussurros salpicados.

Através do clarão do farol
Olho-te entre neblinas
Mas não te vejo…

Aqui, onde o mar tem a cor do teu intenso desejo
Quieto e mudo
Sinto apenas que por perto permaneces…

(Deste mar
A cor com que te vestes… fica-te bem!)



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1 comentário:

Anónimo disse...

Eramos yo y el mar. Y el mar estaba solo y a solas con el.....
Carmen