07 abril 2008

Os Estados do Desassossego II

II

Sinto-me triste e moribundo
Partilhando contigo estas palavras e apenas essas

A tua ausência dá-me náuseas

(Já não sinto teu cheiro!)

Não suspeitas do que sinto
Do quanto eu sinto pela tua ausência
Talvez assim seja melhor
Apesar de que aquele tempo de outrora terá voltado
E terei
Finalmente
Acordado

Definitivamente a inquietude perturbante

Imaginar estrelas à luz do meio-dia
Desfrutar das noites longas das pistas de dança
Da magia das noites por concluir
Em nossas mentes

Amo-te assim na distância que magoa
Pressentindo em ti muito do que imaginara outrora
Sem que pudesses - tenho a certeza - suspeitar

Nossas vidas um dia se cruzarão

Inconsequente o amor
Que nos enlouquece
Desfrutaremos nossas vidas
Amor inconsequente
E pleno
De alegria farta
De vida
Faltando em mim

Sinto-me morrer um pouco cada dia
Todos os dias
Sem que tenha vivido o que para mim
Imaginei
Pressinto em ti a vida que nunca vivi
Ou se vivi

Foi já
há muito tempo

No tempo em que éramos crianças

E era feliz

Criaste em mim
Sem o saberes
A doce e a suprema confusão
Atraíste-me quando para ti olhei e vi

Aquela criança
Em mim esquecida
E descobri o que sabia já existir

Por magia
Surges em minha vida
De repente e sem aviso

De repente
No meu olhar infinito
Olhei e vi

Aquela criança
Amanhecer


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