17 abril 2008

A Janela




Desta minha janela
entrecortada de bruma
o sol se espraia
sobre os frutos verdes
ainda verdes do pensamento.

(E eis que uma ave me sai da garganta...!)


Esta ténue candura
rasgada de aurora
vai-e-vem rebuscado do vento
brisa húmida e marítima
me toca as extremidades
e penetra nas entranhas.


Sinto este ar
de aroma bravio
nascido da luz do pensamento
... o sonho acordado.


Ainda lento me levanto
e caio
em mim me levanto deste
sofrimento.
Descomedido sofrer
de quem ama.
Por amar alguém que ama
não a mim
Amor…


Já outro te possui
e eu choro lágrimas de cal branca
como a bruma
da janela
incandescente…

(No silêncio da tarde a espera é mais surda)


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