30 abril 2008

Ainda...



Cresce na boca a saliva
De dias outros antigos
Dispersos.

Como lágrimas escorriam abundantes e claros
Sem que o soubéssemos.

Eram os lábios o que buscávamos
Os beijos que não chegaram a acontecer
E brincávamos pendurados nas palavras vãs
Que nada diziam ou
Apenas tudo queriam dizer…

Mas não! E sempre assim…
As mãos que demoravam na corrida
E nós, seres pacientes
Aguardávamos o momento que nunca deixávamos acontecer.

Falo de um passado porque agora apenas restam as fontes
De onde antes brotavam as tais lágrimas ou dias
Em que nos acocorávamos
E falávamos de tudo menos de nós.
Ou sempre de nós?!

Apenas os lugares onde os gestos deveriam ter acontecido
E as palavras ditas.

Tudo tem um tempo
E nós contra ele habitámos os lugares
Ou o atraiçoámos?!

Não sei a resposta…
Tu sabes?

(Descansa em paz, Laura!)

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